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Mulher Maravilha ou Mulher Maravilhosa?
Super Mulher, Super mãe, Super filha, Super amiga, Super profissional, Super, Super, Super... Em qual dessas caixinhas você está?
Aproveitando o ensejo do mês da mulher, é preciso falar de caixinhas que insistem em nos colocar. Muitas vezes nós mesmas somos as responsáveis por permitirmos ser colocadas em caixas rotuladas pelas pessoas que nos cercam. As pessoas geram grandes expectativas em nós, porque nós mesmas costumamos não colocar limite em certas situações e colaboramos para uma certa dependência das pessoas com relação às suas próprias expectativas.
É verdade que ser reconhecida como alguém forte, brava, lutadora, destemida e valente, por muito tempo foi significado de vitória. Hoje, com a evolucao tecnológica, com uma sociedade pós-pandêmica, vários setores afetados, como os econômicos, a saúde física e mental testadas, percebemos que essas caixas só servem para nos adoecer. Jamais daremos conta de tudo. É cruel demais pensar assim.
Pelas circunstâncias da vida, sempre estive num lugar de "correr atrás", de ser solidária, de ter empatia, mas nem sempre a recíproca foi verdadeira. As pessoas nos cobram coisas que as vezes elas não são capazes de oferecer.
Graças a Deus, com o tempo, reconhecendo Jesus em minha vida, aprendi que o fardo com Ele é leve, então tomei a decisão de sair desse lugar e me isentei de toda culpa por nem sempre conseguir suprir as expectativas alheias.
Desculpem o clichê, mas "se não estou bem, como cuidarei do outro?" Desde que entendi isso, passei a me colocar em primeiríssimo lugar, amando o próximo como a mim mesma (nunca deixei de amar), e aprendi a priorizar o que realmente deve ser prioridade: a minha paz! Somos mulheres maravilhosas, feitas a imagem e semelhança do Senhor, "fomos criadas para refletir a imagem de Deus." (Gênesis 1:27).
Sermos colocada na caixinha da Mulher Maravilha é exigir demais da capacidade humana. Prefiro ser vista como alguém que não precisa desse título. Prefiro ser reconhecida pela força que ninguém vê, mas que é a que atua em minha vida.
Quando me perguntam como dou conta de tudo (mãe, avó, empreendedora, dona de casa, professora, ministra do evangelho), a resposta é curta, simples e majestosa: A minha força vem do Senhor. É a força dEle em mim. Não tem nada a ver comigo.
A palavra (que é no que acredito) nos diz que "não devemos ser pedra de tropeço para as pessoas" e Paulo reitera a ideia, (1 cor. 8.9). Pois ao tentar resolvermos as coisas com a força do nosso braço, podemos estar atrasando o processo de alguém e até mesmo adiando a sua evolução enquanto ser humano, e pior, atrapalhando o relacionamento dele com Deus. A vida cristã madura permite algumas liberdades que parecem contrárias a uma fé obediente e disciplinada.
Fico então com tudo que o Senhor reservou pra mim, e não me sinto Super em nada. Sou apenas uma mãe que se esforça para entrar no descanso (Hebreus 4.11). Uma avó que é a famosa "mãe com açúcar" (leia-se melado) e claro, rede de apoio da minha filha. Sou uma empreendedora apaixonada pelo que faz (esse é o segredo do sucesso). Sou uma dona de casa que ama uma casa cheirosa e ser anfitriã com um café quentinho. Sou uma improvável aprendendo e sendo edificada pela vida de várias mulheres que passam pelo curso Favorecidas, onde amo dar aula e mais aprendo do que ensino... Simples assim!
Me sinto maravilhosa, porque sei que Deus me ama exatamente como sou. Feliz dia, mês e ano da Mulher, sua maravilhosa! Porque todos os dias são nossos!
Raquel Fernandes
CEO da Raquel Home Store
Informações
O objetivo do grupo é proporcionar uma comunidade para casais empreendedores que querem crescer em vários aspectos, como espiritualidade, relacionamentos, desenvolvimento pessoal e profissional.
As participantes são encorajadas a compartilhar seus conhecimentos, dúvidas, experiências e também divulgar suas redes sociais, caso desejem.
Este é um espaço seguro e acolhedor para quem buscam apoio e inspiração uns dos outros.


